Manter o equilíbrio entre receitas e despesas é essencial para garantir um planejamento financeiro consistente e promover o bem-estar de pessoas e instituições.
Entendendo os Indicadores Macroeconômicos
Os indicadores macroeconômicos oferecem um panorama da economia e afetam diretamente o poder de compra dos consumidores, a capacidade de investimento das empresas e a sustentabilidade dos cofres públicos.
Para o setor de saúde, em setembro de 2025, os planos e serviços de saúde registraram inflação acima da média nacional, com IPCA de 6,61% e 6,60% em 12 meses, respectivamente, mostrando a pressão nos custos assistenciais.
Além disso, a cotação do dólar em R$ 5,37 impacta diretamente insumos hospitalares e medicamentos importados, elevando despesas e exigindo controle de despesas e receitas mais rigoroso.
Avaliando a Saúde Financeira Pessoal e Institucional
Para pessoas físicas e empresas, indicadores como o Índice de Basileia e o IFGF revelam práticas de gestão e solidez financeira.
O Índice de Basileia, essencial para bancos, indica a proporção entre o capital próprio e os riscos assumidos. Níveis entre 10,5% e 50% sinalizam segurança e capacidade de honrar compromissos.
Já o Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF) avalia finanças municipais. Em 2025, a pontuação média nacional foi de 0,6531 (numa escala de 0 a 1). Mais de 40% dos municípios obtiveram bons resultados, mas um terço ainda luta contra situação crítica.
- IFGF Autonomia: capacidade de autofinanciamento administrativo
- IFGF Gastos com Pessoal: grau de rigidez orçamentária
- IFGF Liquidez: cumprimento de obrigações financeiras
- IFGF Investimentos: potencial de gerar bem-estar e competitividade
Em 2024, 63,3% dos municípios mantiveram baixo comprometimento com despesas de pessoal, enquanto o FPM atingiu recorde de R$ 177 bilhões. O Produto Interno Bruto cresceu 12,79% desde 2019, mas os gastos obrigatórios avançaram 29,1% acima da inflação.
Perspectivas para o Setor Hospitalar
Dados do Observatório Anahp 2025 mostram desafios e avanços na gestão de hospitais públicos, filantrópicos e privados.
- Receita bruta de R$ 66,4 bilhões em 2024, com custo médio de R$ 23.563 por alta hospitalar
- Índice de glosas de 1,96%, reduzindo previsibilidade orçamentária
- Tempo médio de permanência de 3,99 dias e taxa de ocupação operacional de 78,97%
- Adoção de prontuário eletrônico por 93,69% das instituições, impulsionando ferramentas de apoio à decisão clínica
A margem entre receita e despesa vem se estreitando, exigindo decisões estratégicas e monitoramento integrado de indicadores para assegurar investimentos em qualidade e tecnologia.
Desafios e Oportunidades na Saúde Suplementar
No segundo trimestre de 2025, o setor de saúde suplementar apresentou crescimento de 3,3% nas contraprestações e de 8,3% nos eventos indenizáveis em relação ao trimestre anterior.
O acumulado do ano mostrou avanço de 9,2% nas contraprestações e de 5,8% nos eventos, atendendo mais de 53 milhões de beneficiários. Porém, a rentabilidade sofreu retração: o lucro das operadoras caiu de R$ 6,9 para R$ 5,5 bilhões, reduzindo a margem de 8,6% para 6,7%.
O Retorno sobre Patrimônio (ROE) de 12,51% é modesto frente a outros setores, com diferença de 6,4 pontos percentuais em relação ao período pré-pandemia. A sinistralidade piorou de 91,8% para 94,2% no trimestre, impactando a viabilidade financeira de muitas operadoras.
Além disso, as despesas com judicialização crescem e pressionam resultados, exigindo resiliência e adaptabilidade financeira para enfrentar riscos legais e operacionais.
Estratégias para Fortalecer Sua Saúde Financeira
Para profissionais, gestores e cidadãos, adotar boas práticas financeiras é fundamental para enfrentar cenários desafiadores com segurança.
- Elaborar orçamentos mensais realistas e revisar gastos fixos e variáveis periodicamente
- Constituir um fundo de emergência para imprevistos e oscilações de mercado
- Diversificar investimentos em títulos, fundos e ativos reais, conforme perfil de risco
- Monitorar indicadores relevantes, como inflação e taxa de juros, adaptando estratégias
- Aprimorar processos internos e adotar tecnologias que otimizem custos e melhorem a eficiência
Ao unir conhecimento macroeconômico, indicadores de gestão e atitudes proativas, cada indivíduo ou instituição pode transformar dados em oportunidades reais, garantindo ferramentas para medir progresso e alcançar um futuro financeiro mais saudável.
Referências
- https://www.prosperabr.com/indicadores
- https://www.anahp.com.br/noticias/observatorio-anahp-2025-mostra-avanco-em-indicadores-e-alerta-para-desafios-financeiros/
- https://fenasaude.org.br/noticias/avaliacao-da-fena-saude-sobre-os-resultados-economico-financeiros-do-segundo-trimestre-de-2025
- https://conteudos.xpi.com.br/renda-fixa/relatorios/bancos-resumo-dos-principais-indicadores/
- https://indice.febraban.org.br
- https://www.ipea.gov.br/cartadeconjuntura/index.php/2025/10/







