No cenário financeiro moderno, a transformação digital acelerada traz oportunidades e riscos sem precedentes.
A cyber-resiliência emerge como um conceito vital, indo além da mera prevenção de ataques.
Ela representa a capacidade de adaptação e recuperação rápida diante de adversidades cibernéticas.
Este artigo detalha como os bancos podem fortalecer suas defesas e garantir a continuidade operacional.
Definição e Conceitos Fundamentais
A cyber-resiliência é a habilidade de uma organização de se preparar para, resistir, responder e se recuperar de incidentes cibernéticos.
Diferente da cibersegurança tradicional, que foca na proteção, a resiliência incorpora a gestão proativa de riscos e a continuidade dos negócios.
Para ilustrar a diferença, considere a seguinte tabela comparativa.
Os benefícios da cyber-resiliência para bancos são significativos.
- Continuidade operacional: Garantir que sistemas críticos permaneçam ativos ou sejam restaurados rapidamente.
- Redução de impactos financeiros: Minimizar perdas que podem chegar a milhões de dólares por incidente.
- Proteção da reputação: Manter a confiança de clientes e parceiros, essencial para a sustentabilidade.
Além disso, a cyber-resiliência promove uma cultura organizacional de resiliência, onde todos os níveis estão engajados.
A Importância no Setor Financeiro
Bancos são alvos primários de ataques cibernéticos devido ao valor dos dados e transações.
A sofisticação e frequência desses ataques têm aumentado, com criminosos utilizando técnicas avançadas.
Exemplos de riscos atuais incluem ransomware, phishing e malware emergente.
Ameaças de state-sponsored actors agravam os desafios com tecnologias como IA.
As violações cibernéticas podem minar a reputação das instituições e desestabilizar mercados.
Para enfrentar isso, a cyber-resiliência baseia-se em componentes chave.
- Preparação: Desenvolver protocolos e defesas robustas para a prevenção de incidentes.
- Resposta: Implementar mecanismos de detecção e mitigação em tempo real.
- Recuperação: Estabelecer processos para a restauração rápida das operações normais.
Os consumidores modernos demandam serviços sem fricção, como abertura de contas e pagamentos rápidos.
Equilibrar segurança e usabilidade é um desafio constante para os bancos, exigindo soluções inovadoras.
Regulamentação DORA em Detalhe
A Lei de Resiliência Operacional Digital (DORA) é um regulamento da União Europeia crucial.
Ela entrou em vigor em 16 de janeiro de 2023 e será aplicável a partir de 17 de janeiro de 2025.
O objetivo da DORA é uniformizar a gestão de riscos TIC em bancos, seguradoras e instituições de investimento.
Isso garante que as operações sejam resistentes, tolerantes e recuperáveis a perturbações.
Os componentes principais da DORA incluem:
- Gestão de Risco TIC: Estruturas abrangentes para identificação, proteção, detecção, resposta e recuperação.
- Relatórios de Incidentes: Notificação rápida e padronizada a autoridades para respostas coordenadas.
- Testes de Resiliência: Periódicos, com Testes de Penetração Liderados por Ameaças (TLPT) e scans de vulnerabilidades.
- Gestão de Riscos de Terceiros: Supervisão rigorosa de provedores TIC interconectados.
- Compartilhamento de Informações: Colaboração entre entidades para uma defesa coletiva contra ameaças.
O impacto da DORA é profundo, elevando os padrões de cibersegurança na Europa.
Ela fomenta a inovação segura, como o uso de IA em investimentos e aplicativos móveis.
Além disso, estabelece um modelo global que outras regiões podem seguir.
Medidas complementares recomendadas incluem:
- Programas de conscientização para funcionários sobre riscos cibernéticos.
- Soluções de recuperação de desastres e backups regulares.
- Arquiteturas em nuvem com alta disponibilidade, como múltiplas zonas.
Estratégias de Proteção Adotadas por Bancos
Para implementar a cyber-resiliência, os bancos adotam diversas estratégias práticas.
Monitoramento contínuo e relatórios regulares permitem a revisão e ajuste dos controles de segurança.
Testes periódicos, como de penetração e vulnerabilidades, ajudam a identificar e corrigir falhas proativamente.
Treinamentos de conscientização são essenciais para reduzir riscos como o phishing em todos os níveis.
A adoção de nuvens resilientes com um único provedor confiável é uma tendência crescente.
Gestão colaborativa de ameaças, com partilha de informações, permite uma adaptação rápida.
No Brasil e globalmente, o setor financeiro utiliza tecnologia para garantir ciber-resiliência sem prejudicar a experiência.
Estratégias específicas incluem:
- Usar ferramentas avançadas de detecção de ameaças baseadas em IA.
- Implementar políticas de acesso seguro e autenticação multifator.
- Realizar simulações de cenários de emergência, como ataques de ransomware.
Benefícios e Casos de Sucesso
A cyber-resiliência traz benefícios tangíveis que vão além da conformidade regulatória.
Ela reduz significativamente os prejuízos financeiros, que podem ser devastadores para as instituições.
Manter a continuidade operacional evita interrupções que afetam milhões de clientes.
A proteção da reputação fortalece a confiança, um ativo invaluable no setor financeiro.
Casos de sucesso demonstram bancos que se recuperaram de incidentes graves sem perda de dados.
Isso é possível graças a planos de resposta bem elaborados e à capacidade de adaptação rápida.
Por exemplo, instituições que investiram em backups distribuídos e recuperação automatizada.
Esses exemplos inspiram outras a adotarem medidas similares, criando um ecossistema mais seguro.
O Futuro e a Conclusão
Olhando para o futuro, a cyber-resiliência continuará a evoluir com as mudanças tecnológicas.
Inovações como a computação quântica e a IA apresentarão novos desafios e oportunidades.
A colaboração entre instituições financeiras será essencial para a defesa coletiva contra ameaças globais.
Além da conformidade com regulamentações como a DORA, os bancos devem adotar uma abordagem proativa.
Investir em resiliência não é apenas um custo operacional, mas um investimento estratégico no futuro.
Conclusão: A cyber-resiliência é fundamental para a sustentabilidade e o crescimento do setor financeiro.
Os bancos que priorizam a preparação, resposta e recuperação estão melhor posicionados para enfrentar os riscos.
Adote medidas práticas hoje, como treinamentos e testes, para construir um amanhã mais seguro.
Juntos, podemos fortalecer a resiliência do sistema financeiro global e proteger os interesses de todos.
Referências
- https://xygeni.io/pt/blog/cyber-resilience-in-finance-leveraging-dora-for-a-secure-future/
- https://www.veriff.com/pt-br/verificacao-de-identidade/noticias/ato-dora-de-resiliencia-operacional-digital-servicos-financeiros
- https://strong.com.br/glossario/o-que-e-cyber-resiliencia/
- https://www.keepersecurity.com/blog/pt-br/2024/10/16/what-is-the-digital-operational-resilience-act-dora/
- https://www.cloudflare.com/pt-br/the-net/financial-services-resilience/operational-resilience/
- https://febrabantech.febraban.org.br/temas/seguranca/febraban-tech-2022-com-ciber-resiliencia-setor-financeiro-usa-tecnologia-a-servico-da-seguranca
- https://www.ibm.com/br-pt/think/topics/cyber-resilience
- https://www.purestorage.com/br/knowledge/what-is-cyber-resilience.html







